Solstício de dezembro marca início do verão no Sul e do inverno no Hemisfério Norte
O inverno no Hemisfério Norte e o verão no Hemisfério Sul tiveram início neste domingo (21) com a ocorrência do solstício de dezembro, fenômeno astronômico que marca mudanças significativas na distribuição da luz solar sobre o planeta. O evento ocorreu às 15h03 no horário universal coordenado (UTC), correspondendo a 12h03 no Brasil.
O que é o solstício de dezembro
O solstício de dezembro acontece quando o eixo de inclinação da Terra atinge seu ponto máximo em relação ao Sol. No solstício de dezembro, o Sol do meio-dia posiciona-se diretamente sobre o Trópico de Capricórnio, no Hemisfério Sul, resultando no dia mais longo do ano nessa região.
Ao mesmo tempo, no Hemisfério Norte, o fenômeno marca a noite mais longa do ano e o início do inverno astronômico, com menor incidência de luz solar ao longo dos dias.

Diferenças entre os hemisférios
Enquanto o Hemisfério Sul entra oficialmente no verão astronômico, com maior duração diária da luz solar, o Hemisfério Norte passa a registrar dias mais curtos e temperaturas progressivamente mais baixas.
Essas variações são resultado direto da inclinação do eixo terrestre, que faz com que cada hemisfério receba quantidades distintas de energia solar ao longo do ano.
Impactos ambientais e climáticos
A mudança na incidência solar influencia diretamente ecossistemas, ciclos vegetais e padrões climáticos. No Hemisfério Sul, o aumento da radiação solar contribui para temperaturas mais elevadas e maior atividade biológica, enquanto no Norte o frio e a redução da luz afetam o ritmo de crescimento da vegetação.
Especialistas destacam que, em um cenário de mudanças climáticas, eventos astronômicos como os solstícios continuam ocorrendo normalmente, mas seus efeitos podem ser intensificados por ondas de calor, secas prolongadas ou alterações nos regimes de chuva.
Solstício e ciclos naturais
Além do aspecto astronômico, o solstício de dezembro tem importância histórica e cultural, sendo observado por diferentes civilizações ao longo dos séculos como marcador de tempo, colheitas e renovação dos ciclos naturais.
No contexto ambiental atual, o fenômeno do solstício de dezembro reforça a compreensão de que a vida na Terra segue ritmos naturais bem definidos, ainda que cada vez mais impactados por ações humanas.
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