Kalanchoe tetraphylla: (orelha de elefante)
Kalanchoe tetraphylla é uma suculenta da família Crassulaceae conhecida pelas folhas largas e simétricas, frequentemente confundida com outras espécies do gênero. Neste artigo, você entende suas características botânicas, diferenças morfológicas e como cultivá-la corretamente.
Origem e classificação botânica
A Kalanchoe tetraphylla é nativa do sul da África, adaptada a ambientes de clima seco, alta luminosidade e solos pobres em matéria orgânica. Como outras suculentas do gênero, possui metabolismo CAM, o que permite maior eficiência hídrica e resistência a períodos de estiagem.
O nome “tetraphylla” faz referência à organização foliar, frequentemente observada em pares opostos bem definidos, criando um arranjo estrutural muito simétrico.
Morfologia e identificação correta
A planta forma uma roseta compacta com folhas:
• Largas e arredondadas
• Superfície lisa e levemente cerosa
• Coloração verde-clara a verde-acinzentada
• Bordas discretamente avermelhadas sob alta luminosidade
• Organização foliar simétrica
Diferente da thyrsiflora, que pode apresentar inflorescência mais densa e folhas mais espessas, a tetraphylla mantém proporções mais equilibradas e estrutura mais contida.
Luz: intensidade moderada a alta
A Kalanchoe tetraphylla aprecia alta luminosidade. Pode receber sol direto suave, especialmente pela manhã. Quanto maior a exposição à luz, mais perceptível se torna o leve avermelhamento das margens.
Entretanto, sua estética principal é o verde estruturado. Não é uma espécie que depende de coloração vermelha intensa para expressar vigor.
Em ambientes internos, pode se adaptar melhor que a thyrsiflora, desde que receba luz abundante próxima a janelas ensolaradas.
Rega e substrato
Como toda suculenta de origem africana, exige drenagem impecável.
Regar somente quando o substrato estiver completamente seco.
Substrato ideal:
• Areia grossa ou perlita
• Substrato leve
• Pedrisco ou carvão vegetal
Evitar solos compactos e encharcamento.
Floração
A floração ocorre geralmente no inverno ou início da primavera. A planta emite haste floral ereta com pequenas flores tubulares, geralmente amareladas ou esbranquiçadas.
Após a floração, pode haver declínio da roseta principal, mas brotações laterais costumam surgir, garantindo continuidade.
Pode ser cultivada dentro de casa?
Sim, desde que receba luz suficiente. A Kalanchoe tetraphylla se comporta melhor em varandas, áreas externas protegidas ou interiores muito iluminados. Veja nosso guia completo de plantas para dentro de casa.
Em locais com pouca luz, pode estioliar — alongando a estrutura em busca de claridade.
Toxicidade
Assim como outras Kalanchoes, pode ser tóxica se ingerida por pets. Deve ser mantida fora do alcance de cães e gatos.
Propagação
Pode ser multiplicada por:
• Brotações laterais
• Estacas de caule
• Folhas (com menor eficiência)
A propagação é simples quando o ambiente permanece seco e ventilado.
Perguntas frequentes
Kalanchoe tetraphylla precisa de sol pleno?
Prefere alta luminosidade e tolera sol suave.
Ela fica vermelha?
Pode apresentar bordas levemente avermelhadas sob boa exposição solar.
Pode ficar dentro de casa?
Sim, desde que receba luz direta suficiente.
É igual à thyrsiflora?
Não. São espécies distintas, com diferenças na organização foliar e proporções.
Última Folha
A Kalanchoe tetraphylla ensina que estrutura também é beleza. Nem toda planta precisa de cores intensas para se destacar. Algumas se afirmam na simetria, na calma do verde, na firmeza das folhas que se sustentam em silêncio. O equilíbrio, às vezes, é a forma mais sofisticada de expressão.
Com folhas pequenas e sonhos grandes, dalva braga
