Plantas para quarto: mitos e verdades sobre ter plantas no ambiente de descanso
Plantas para quarto são frequentemente cercadas por mitos, especialmente sobre consumo de oxigênio e impacto na qualidade do ar. Entenda o que é verdade, o que é exagero e quais espécies realmente funcionam no ambiente de descanso
A presença de plantas no quarto ainda é cercada por crenças antigas e informações distorcidas. Neste guia, analisamos o que é mito, o que é verdade e quais espécies realmente funcionam bem em ambientes de descanso, considerando ciência, ventilação e manejo adequado.
Plantas no quarto “roubam” oxigênio?
❌ Mito
Sim, plantas respiram à noite.
Mas a quantidade de oxigênio consumida é extremamente pequena — irrelevante em um ambiente minimamente ventilado.
Uma única pessoa dormindo consome muito mais oxigênio do que várias plantas juntas.
Não há risco real.
Algumas plantas liberam oxigênio à noite?
✔ Verdade parcial
Espécies com metabolismo CAM realizam trocas gasosas diferenciadas, abrindo estômatos à noite.
Isso inclui:
• Espada-de-São-Jorge (Dracaena trifasciata)
• Aloe vera
• Gasteria
• Haworthia
A Espada-de-São-Jorge, muito utilizada em quartos, é uma das mais indicadas nesse contexto por sua resistência e adaptação a ambientes internos.
Plantas realmente purificam o ar do quarto?
Aqui precisamos ser técnicas.
Estudos clássicos conduzidos em ambientes controlados mostraram que plantas podem absorver alguns compostos voláteis. Porém, para impacto significativo na qualidade do ar doméstico, seria necessária uma quantidade muito grande de plantas.
Na prática, o maior benefício é:
• Regulação leve da umidade
• Sensação psicológica de bem-estar
• Redução visual de estresse
A Espada-de-São-Jorge é frequentemente chamada de “filtro natural”, mas seu efeito é complementar — não substitui ventilação adequada.
Quais plantas funcionam melhor em quartos?
Agora vamos trabalhar com espécies realmente adequadas ao contexto de descanso.
1️⃣ Espada-de-São-Jorge

• Extremamente resistente
• Tolera baixa luminosidade
• Libera oxigênio também à noite
• Baixa manutenção
Ideal para quem quer segurança e praticidade.
2️⃣ Aglaonema compacta

• Folhagem ornamental
• Tolera meia-luz
• Crescimento controlado
Excelente para criado-mudo ou canto lateral do quarto.
3️⃣ Scindapsus pictus

• Folhas acetinadas com manchas prateadas
• Pode ser cultivada pendente
• Boa adaptação à luz indireta
Funciona bem em prateleiras ou suportes suspensos.
4️⃣ Spathiphyllum wallisii (Lírio-da-paz)

• Flores claras
• Prefere meia-luz
• Visual elegante e suave
Importante evitar excesso de umidade no substrato.
5️⃣ Clorophytum comosum (Planta-aranha)

• Leve
• Boa para ambientes ventilados
• Pode ficar suspensa
• Crescimento controlado
Se você deseja aprofundar a escolha conforme luminosidade e rotina da casa, consulte também nosso guia completo sobre plantas para dentro de casa, onde organizamos espécies por adaptação real a ambientes internos.
Plantas podem atrapalhar o sono?
Não.
O que pode gerar desconforto é:
• Substrato constantemente úmido (mofo)
• Excesso de perfume floral
• Falta de ventilação no ambiente
O problema não é a planta — é o manejo.
Onde posicionar plantas no quarto?
• Próximo à janela com luz filtrada
• Em prateleiras altas
• Em suportes suspensos
• Em cantos com ventilação
Evite locais completamente sem luz natural.
Perguntas frequentes
Plantas no quarto fazem mal?
Não, desde que o ambiente seja ventilado.
Qual a melhor planta para quarto escuro?
Espada-de-São-Jorge e Aglaonema são as mais tolerantes.
Espada-de-São-Jorge realmente purifica o ar?
Auxilia levemente, mas não substitui ventilação adequada.
Pode ter suculentas no quarto?
Sim, desde que recebam luz suficiente.
Conclusão
Plantas no quarto não são vilãs silenciosas nem filtros milagrosos. São organismos vivos que precisam de equilíbrio.
Quando escolhidas corretamente, contribuem para um ambiente mais acolhedor, esteticamente confortável e emocionalmente mais tranquilo.
Dormir ao lado do verde não é superstição. É convivência consciente com o ciclo natural da vida.
Com folhas pequenas e sonhos grandes, dalva braga
